Praias para crianças perto de Sagres: sete baías, ordenadas por idade
Atualizado 9 de setembro de 2026 · 7 min de leitura
«Amigo de crianças» significa, nesta costa, algo diferente do que no Algarve sul. Não se trata de fileiras de espreguiçadeiras e quiosques de gelados, mas de quatro perguntas: como se desce até lá? O vento bate nesta praia? Quão rasa é a entrada na água? E há alguém por perto se algo acontecer?
Segundo estas quatro perguntas, ordenam-se aqui sete praias — quatro mesmo em Sagres, três a este e a norte. A frase mais importante primeiro: nenhuma praia aqui é boa todos os dias. A escolha faz-se de manhã, consoante o vento, não na altura da reserva.
As quatro em Sagres
Praia do Martinhal — a praia de família, a pouco mais de dois quilómetros a este, na Baía da Baleeira. Virada a sudeste e por isso protegida do vento nos dias típicos de vento norte, com entrada rasa e a água mais calma da zona. A areia estende-se bastante, e mesmo em agosto sobra espaço. Com crianças pequenas, é a praia à volta da qual se planeia o dia.
Praia da Mareta — a praia da vila, a pé desde o centro, virada a sul e fechada por pontas rochosas. O acesso é o mais fácil das quatro. Boa para crianças em idade escolar, cheia no verão, e a praia onde as escolas de surf dão aulas — se o teu filho quiser ver, isso já é um programa por si só.
Praia do Tonel — do outro lado do promontório, virada a oeste, com o Atlântico em pleno. Uma praia de surf com ondulação a sério. Com crianças que já nadam bem, a partir de uns dez anos, é uma experiência; com mais pequenas, é o sítio errado, e não por pouco.
Praia do Beliche — entre a vila e o cabo, sob falésias altas que travam parte da ondulação. O senão está no caminho: uma longa escadaria para descer, que se sobe de novo com uma criança cansada, o saco térmico e o guarda-sol. Para tudo com rodas, esta praia fica fora de questão. Como as quatro juntas explicam a disposição da vila, está em O que fazer em Sagres.
As três a este, que quase ninguém tem em mente
Entre Sagres e Lagos há uma série de pequenas baías na costa sul. São mais protegidas do que tudo o que há em Sagres, e para famílias com crianças pequenas, duas delas são a verdadeira resposta.
Praia da Ingrina, a cerca de 15 quilómetros a este, perto de Raposeira, é pequena, fechada por rochas e virada a sul. O parque de estacionamento fica mesmo por cima, e o caminho até à praia é curto. Na maré-baixa formam-se poças rasas entre as rochas junto à margem — água que aquece ao sol e onde crianças dos dois aos seis anos se entretêm horas a fio, enquanto quatro metros mais adiante começa o Atlântico. É o melhor compromisso entre proximidade e sossego nesta zona. Daqui parte também o passeio de stand-up paddle com snorkeling até às grutas, por 58 €.
Praia da Salema, a pouco mais de vinte quilómetros a este, é uma antiga vila de pescadores com uma praia de areia larga, restaurantes mesmo atrás e um verdadeiro extra: na extremidade oeste há pegadas de dinossauro na rocha, com cerca de 120 milhões de anos segundo a informação local. São acessíveis na maré-baixa, e para uma criança que está mesmo na fase dos dinossauros, isto supera qualquer atividade reservada nesta costa. A rocha é molhada e escorregadia — sapatos firmes, dar a mão e consultar as marés antes.
Praia do Zavial fica entre as duas e é o contraponto: uma praia de surf conhecida, quando há ondulação. Em dias calmos é uma baía bonita; em dias de onda, não é praia para crianças. Aqui vale especialmente o que vale para toda a zona — antes de ir, consultar a previsão de vento e ondulação.
E a única a norte, para a qual é preciso um dia inteiro
Praia da Bordeira, perto de Carrapateira, a cerca de 25 quilómetros a norte: atrás da praia desagua uma ribeira, e na maré-baixa fica ali água rasa, calma e bem mais quente do que o mar. Para crianças pequenas, é o sítio mais tranquilo desta costa — mas é um passeio de dia inteiro por uma estrada sinuosa, não uma tarde. O que mais há para ver na zona está em Costa Vicentina.
Nadadores-salvadores: a data que decide as férias de outono
Na maioria dos concelhos do Algarve — incluindo Vila do Bispo, a que Sagres pertence — a época balnear oficial vai de 1 de junho a 30 de setembro. Só Albufeira, mais a este, a alargou: ali começa em meados de maio e termina em meados de outubro.
Na prática, isto significa: quem vem nas férias de outono portuguesas ou no início de outubro encontra as mesmas praias — com o melhor tempo, a água mais quente do ano, e sem vigilância. O mesmo vale para as férias da Páscoa. Na Bordeira e nas outras praias do parque natural, fora de época não há mesmo ninguém, e muitas vezes também não há casa de banho nem quiosque.
As bandeiras não são decoração, e as crianças devem conhecer o seu significado antes de entrar na água pela primeira vez: verde significa vigiada e calma, amarela significa só até à barriga, vermelha significa não entrar na água, axadrezada significa que o nadador-salvador não está no posto naquele momento. Na costa oeste, a vermelha não é excesso de cautela — correntes junto às rochas são normais aqui.
O que o vento faz à escolha da praia
O vento norte, nesta zona, é a regra, não a exceção, e intensifica-se ao longo do dia. Daí resultam três coisas práticas:
Primeiro: ir cedo. Entre as dez e a uma, está quase sempre mais agradável do que às quatro.
Segundo: mudar de lado, em vez de dar o dia por perdido. Se está vento no Tonel, pode estar calmo no Martinhal — dois quilómetros de diferença, dois dias completamente distintos.
Terceiro: um para-vento é mais útil nesta costa do que um guarda-sol, e um guarda-sol raramente aguenta o vento norte. Quem viaja com um bebé encontra a conta completa em Sagres com bebé.
A água é fria, e há uma razão para isso
Ao largo do Algarve ocidental, sobe água fria das profundezas assim que o vento noroeste sopra durante alguns dias seguidos. Por isso, Sagres fica abaixo dos 22 a 23 °C que a costa sul atinge em agosto, e o mês mais quente aqui é setembro, com uma média pouco acima dos 21 °C.
Para as crianças, a consequência prática é a mesma que para os adultos, só que mais depressa: saem da água mais cedo do que planeavas. Uma camisola de neopreno ou um shorty fino não são um luxo nesta zona costeira, mas sim o que transforma vinte minutos numa tarde inteira. As lojas de surf da vila têm isto em tamanhos de criança.
O que há nestas praias — e o que não há
Dito com franqueza, porque a expectativa de outros locais do Algarve não se aplica aqui:
- Casas de banho e quiosque: no Martinhal, na Mareta, na Salema e na Ingrina, sim durante a época, fora dela é pouco fiável. Na Bordeira e nas praias a norte, a comida e a bebida vão no carro.
- Espreguiçadeiras e guarda-sóis: não há uma oferta generalizada como em Albufeira. Trazer material próprio.
- Parques infantis na praia: não existem.
- Acesso sem barreiras: varia e, na maioria dos casos, não existe; escadas e caminhos de areia são a regra. Quem planeia levar carrinho de bebé, deve ver o caminho antes de o percorrer com a bagagem toda.
O que corresponde a cada faixa etária está detalhado em Sagres com crianças, Sagres com crianças pequenas e Sagres com crianças dos 6 aos 12 anos. Se em vez de mais um dia de praia quiserem ir para a água: os passeios que partem do porto estão em Observação de golfinhos em Sagres, tudo o que se pode reservar está nos Passeios em Sagres. Mais artigos encontras em Dicas.